Neste fraco foco de luz,onde me encontro,como sempre,perdido em pensamentos,as questões pertinentes e irrelevantes ao mundo continuam me perturbando,ou não,enfim,tanto faz.
Longe da multidão enlouquecida por novidades,apegadas as verdades,cá estou,solitário e muito bem acompanhado,pela solidão.Mesmo sendo amado e conhecido,me sinto confuso e perdido,na imensidão que é viver.
Estas velas acesas e as lembranças constantes,momentos lindos e marcantes,uma real e bela história que não virou livro ou novela.O importante para mim é talvez interessante,mas não emocionante,se pensado por uma mente alheia e divergente.
Ninguem sabe o que sinto,ninguem sabe o que sou,então para que exigir dos outros,o que nem mesmo eu sou capaz de conceber?Pra que pedir algo que eu não sei usar?Um beijo qualquer que eu não saiba aproveitar?
Prefiro estar por aqui,reservado,emocionado,com os olhos cheios de lágrimas,ao invés de estar por ai colecionando lástimas,que nem sequer optei por tê-las.
Que doce luar veio me visitar,pela janela posso ver,o céu estrelado e um vento gelado,que em forma de neblina torna-se visível.Queria que fosse possível,mas isso chama-se impossível,então para que conceitualizar?
Escrevi uma carta para mim,com letras bonitas e um vocabulário apurado,e mesmo estando eu ao meu lado,em partes sinto-me cada vez mas distante.
As velas se apagam...te amo!!!

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