segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O silêncio me diz

No ápice da madrugada,a casa meio iluminada
Meus sonhos no papel amassado
Minhas lágrimas no velho espelho quebrado
O vento gelado invade o meu ser
O silêncio me diz:tanto faz viver ou morrer!

Na lagoa profunda,o monstro vagante
Sozinho e temível,essencial e distante
A sombra do invisível,o foco do abstrato
O que sobrou,o excesso,o último extrato
Escombros,assombros,ilusão,percepção!

O silêncio me diz,e disse sem dizer
O que eu sempre quis ouvir,mesmo sem querer
As verdades,maldades,mentiras,soluções
Os erros que acertei,o raciocínio,as emoções
O distúrbio estapafúrdio,o não sentir
As viagens do fundo do céu,o meu submergir!

O grito incessante,o silêncio me diz
Que sou o maior tolo,um tolo aprendiz
E por mais que um menor número seja real
Os maiores são frutos de uma comparação vital
O mundo é cheio,do vazio,o sublime torna-se vil!

Um comentário:

  1. Esse foi o que eu mais me identifiquei...

    Acho que o silencio esconde verdades incontestaveis, sobre nós mesmos...

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