domingo, 9 de outubro de 2011

Esquecimento

Tempestade de lágrimas petrificadas
Serpentes de plástico,todas desoladas
Esqueletos de espelhos abandonados
Sombras de sonhos mal ilustrados
Utopias de vidas bem divertidas
Tentações de algumas poucas emoções!

Asas de papel que desabam com o lamento
Peças aleatórias neste tabuleiro de esquecimento
Divindade sem a majestade ignorância
O lado mais maligno deste ser benigno
A força de vontade com anemia celular
Aquele grande motivo,que não vai voltar!

Suspiro de agonia em infinita harmonia
Com a morte de toda forma de morte
E certa sorte de não existir sorte
A cada dia passado,um futuro amassado
A cada carta enviada,uma luz apagada
E muita dor,muita angústia e sofrimento
Vão te fazer sorrir e mergulhar
Neste mar morto de esquecimento!

Algumas vezes tentei absorver a ilusão
De viver em um mundo em ascensão
Outras vezes fiquei aqui pendurado
Entre o lado certo e o lado errado
Mas agora eu cai na tua armadilha
E me isolei das terras prometidas
Hoje sou uma distante e perigosa ilha!

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