terça-feira, 22 de novembro de 2011

Contradição

Não me sirva certezas
Em bandejas enferrujadas
Não me oferte a pureza
De suas razões dilaceradas
Traga até mim alguns motivos
Quaisquer deles,não me importa
Abra a janela e feche esta porta
Vamos sair desta contradição...

Que imensidão de espaço
Quanto tempo,quanto atraso
De que adianta adiantar o futuro
Ou atirar como um leigo...
Neste severo e implacavel escuro?
Me diz,me diz...qual ator,qual atriz
Se passará pelo principe,e por aquela
Esquecida e ignorada meretriz?

Contrapartida,contradição,contra-ataque
Pegue esta faca afiada e com ela me marque
Faça em mim uma visível cicatriz
Deixe escorrer o meu vermelho sangue feliz
Abra em mim uma cratera e me atire ao mar
Para ver se eu consigo ao núcleo chegar
Desta ramificação de complexidades vis
Deste circo de horrores,com péssimos atores
Que não sabem atuar,nem pensar...

Quanta emoção,quanta contradição
O que existe jamais existiu
Aquele que se rendeu,jamais resistiu
Não,Não e não,não me peça compreensão
Não me faça chantagem,pois não vejo vantagem
Em seguir este caminho confortável e estável
Neste aquário com aspecto áspero e linear
Onde não posso sequer devanear
Enquanto me banho em lágrimas
De uma sem igual felicidade!

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