Aperto de mãos,respiração profunda
A morte é uma piscina vazia...Que a vida inunda
Sem visão nem audição,olfato nulo,tato abstrato
Paladar impreciso,suicídio coletivo...fino trato!
Algas marinhas na areia,da glória à miséria
Dos espinhos do viver à entrega da morte certa
Um delírio lúcido,o calar da alma em alerta
O não possível,não ao vivo...ao nosso suicídio coletivo!
Desista sem lutar,tanto faz vencer ou ganhar
No final só restará a história para ser contada
E a mesma pode ser estrategicamente inventada
O sentir e o viver podem ou não condizer
O amar e o odiar podem ter a mesma raíz
Pois nem sempre o que se pensa...você diz!
Já chega de buscar motivos para continuar
Seguir algo é apenas acompanhar o superficial...
Desejo alheio,que não é fruto seu por natureza
Que te traz certa inveja,nunca a real beleza...
De sonhar sem se importar com a possibilidade
De que tudo seja real,uma completa verdade!
Suicídio coletivo,intelectuais no hospício
Ignorantes e meliantes,inteligentes e dementes
O circo vazio e os palhaços desempregados
O mofo abundante dos desejos abandonados!

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