quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Fim de ciclo

Deveriam criar um estatuto
Para respeitar o luto
Do ano que vai morrer
Deveriam apagar velas
Em comemoração de mais uma ilusão
Do ano novo que vai nascer
E que logo irá morrer
No fim de ciclo sem sentido.

Peguem os martelos
Preguem os planos
Que com o passar dos anos
Tendem a se repetir
E nunca sentir...
O gostinho de realizá-los
Que seja feliz essa virada
Mesmo que não aconteça nada
O fim de ciclo é sempre belo.

Logo mais o início
Do novo lar,novo hospício
Para hospedar a esperança
E cuidar da fé...e quem quiser
Pode morar nos conceitos mofados
E tão bem amados
Um fim de ciclo que de fim...
Só tem o nome
E tanto faz pra mim
Que começe ou termine assim
Ano novo não existe
Você vai descobrir.

2 comentários:

  1. gostei muito do poema, abordou o ano novo de uma maneira bem diferente, mas como vc disse, ano novo nao existe, e todo o ano é a mesma coisa.

    obrigado pelo comentário em meu blog, abraço!

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  2. O FIM É SEMPRE UM COMEÇO... ACREDITO, COMO VC QUE NADA ACABA. ORIGINAL PARABÉNS.

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