sábado, 9 de abril de 2011

Adoecer e esquecer

Os fatos circulam através da vida
O sangue viaja através do corpo
O confronto que cria,o que destrói
O que não tem significado...sem nome,abstrato
O escuro que aguarda o anoitecer
O mortal que deve adoecer e esquecer.

Fingir que tudo não foi tão ruim
E que pelo menos sobrou algo para contar
Uma lembrança de um dia qualquer
Em um lugar qualquer...uma vida qualquer
Sendo assim,desde o início...ao iminente fim
O sol nasce mas não morre,então,eis a questão
Porquê viríamos a falecer ao invés de se pôr?!?

Que se faça a lei através da vontade
De cada um...e de um em um se formará um mundo
Mais sensato e abstrato,uma arte à se expressar
Através do silêncio poético,ausência de critérios
O sujeito e o verbo,o adjetivo imparcial
O bem-estar não está em conflito com o mal.


Vamos adoecer e esquecer,ver a vida,entender
A fórmula por trás do pensar,do mito de amar
As necessidades da carne e das almas vagantes
O gênio guiando a turba de seres ignorantes.

 

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