terça-feira, 9 de agosto de 2011

O tudo e o nada

O que te satisfaz,o que lhe apraz
O que vem pela frente,o que ficou para trás
O livro vital aberto,a página virada
O muito pouco,o não suficiente
O tudo e o nada...

O quase certo,o quase errado
O mal exemplo,o bombom
O bem malvado...
A total impressão da parcial convicção
A turva imaginação da perfeita alucinação
O calar do silêncio, a frase abstrata e calada
O caminho traçado,o tudo e o nada!

As rosas sem cheiro,o gosto deturpado
Sentidos específicos,o semblante alterado
O desespero abraçado,a verdade transformada...
Em mentira,em crença,em uma letal doença
A mente demente,o brasão da razão
Inesquecível momento,leve relaxar...tormento!

A cada dia perdido,uma conquista criada
Para enfeitar a estante da alma estagnada
Presa na carcaça física,limitação divina
Necessidades básicas,rotina cretina
O grande cerco,o pequeno detalhe,a cilada
O plano quase perfeito,o tudo e o nada
A mancha no rascunho humano,superficial
O atrito do conhecido com o sobrenatural!

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