Vidas escondidas em caixas coloridas
Preto e branco subliminar
Azul escuro de tanto sangrar
Falta de opções,raras exceções
Um quadrado enquadrado por ai
Sem saber o motivo...e um círculo
É o seu mundo atual...
Nas profundezas da alma sofrida
Neste universo de uma só complexidade
Infinitamente dividida...
Sublime narcótico que entorpece
E a razão com o discernimento dorme
Como se não houvesse amanhã
Como se o hoje fosse sempre ontem
Um sono eterno de terno e gravata
Um sonho onde a realidade o maltrata!
Despenca aquele sorriso antigo
Que hoje em sua doentia memória
É o teu pior inimigo...
Dentro deste aquário de vidro vital
Vejo o que há lá fora,nada de anormal
Apenas um paralelo,uma ramificação
Do que chamamos de assimilação
São outros caminhos,outras alternativas
Sublime e subliminar,mais do mesmo
Mesmo assim quero exteriorizar
Meu íntimo pedaço deste vazio
Imenso vazio,que insiste em machucar!

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