quarta-feira, 9 de junho de 2010

Me diz

Eu quero ouvir e sentir sua sinceridade
Transformar quaisquer mentiras em uma verdade
Iludir e subtrair-me,até nada mais restar
Nem as cinzas que o vento sem dó carregou!

Nem tudo,nem nada,foi como eu quis
Eu não soube querer,eu não soube ver
Sou uma filial sem matriz,algo me diz
Através do silêncio da noite,perto do amanhecer
O resultado da vida é a morte,cedo ou tarde
Mas nunca ao cair de uma noite de lua cheia.

Seja uma madame ou uma meretriz
Os valores essênciais são os mesmos...vis
Pois a vida em si não tem valor...calculável!
O raciocínio nos dá a razão;que grande coisa!!!

Me diz,não com palavras contaminadas
Mas sim com o coração aberto à um diálogo
Me diz,com um sorriso ou um choro
Contagioso e puro,com prazer aceitarei
O fato inegável,eu nunca errei,eu nunca acertei!!!

Um comentário:

  1. Não encontro ao certo, as palavras a usar para elogiar esse facinante escrito. Os outros também. Gostei muito de todos! Como de costume... Mas esse me chama a atenção de modo diferente. É como vejo, é como penso...
    Fascinante querido Rapha!
    Parabéns!

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