domingo, 5 de dezembro de 2010

Entre o dever e o bel-prazer

Eis o bom costume,esperando que você se acostume
Experimente o sentimento,supere o tormento
Que é viver querendo saber,e nunca ter
A certeza absoluta ou a dúvida bruta.

Entre o dever e o bel-prazer
Entre e sinta-se em casa,pois o ar que vaza
Pelas suas narinas será respirado pelo próximo
O próximo que te antecede,e pouco procede
De modo que o método seja seguro e gratuito
Nada mais importa,somente seu próprio intuito.

O preço e o apreço.a nobreza e a avareza
O riso e o sorriso,a solidão e a tristeza
O cego e o incapaz de enxergar;somente de tentar
Já se vê que os resultados não são exatos
E não se acha em corações puros e sensatos
Algo pútrido ou de certa forma estragado.

Entre o dever e o bel-prazer
Entre padecer vivo ou em paz morrer
A saída de todos os males superficiais
Está de fato nas coisas especiais
O mundo não gira porque quer,é assim
Um ciclo abstrato e lindo,sem começo nem fim.

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