Eu acabo de voltar sem ir
Me abandonei sem ter que sair
Desta armadura tão dura de se ter
Para nunca mais sorrir pra sofrer
Eu sei a fórmula dos delírios lúcidos
Mas esqueci de saber,e me lembrei
Do que é viver...
Um deserto tão bem povoado
Pelo frio silêncio e vazio morador
Cercado por um certo mistério sem cor
Sem o preconceito vil e sem sabor
Juntos permaneceremos...delírios
Pra sempre,enquanto durarem os estoques
De oxigênio neste organismo de papel
Que o vento custa a carregar!
Vivo em um aquário de impressões
Dentro de uma complexidade
De ramificações...
Eu queria ter em minhas mãos
Um pouco,muito pouco,de um puro nada
Queria ter minha alma afogada
Nos delírios de criança,e novamente
Ter a empolgação e pureza totais
Que talvez não voltem mais
Para mim...
Fim?!?

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